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Q – MIOGO

Enquadramento Histórico: Propriedade agrícola de excecional relevo com fundação na Alta Idade Média. Pesquisas históricas indicam que o nome evoluiu de “Meogo” ou “Moogo”, formas arcaicas para designar Monachus (monge). A historiografia de D. Adelaide Pereira de Morais documenta a residência medieval de um fidalgo religioso chamado D. Togon Meogo.

Património Edificado e Engenharia: Vasto complexo senhorial rústico, unanimemente qualificado como uma das propriedades agrícolas mais valiosas e imponentes do concelho. Combina dependências de lavoura com jardins românticos e arquitetura residencial aristocrática.

Tradição e Cultura: Cruza a história da literatura lírica luso-galaica (cantigas de amigo de Pêro Meogo) com o respeito ambiental moderno.

Curiosidades: Um dos últimos e dedicados proprietários, o Sr. José Maria Machado Vaz, investiu recursos substanciais para transformar a Quinta do Meogo num autêntico cenário edénico, exponenciando a beleza natural e a biodiversidade sem cometer qualquer rasura ou adulteração na soberba cantaria secular do património artístico.

Fonte: Livro S. João de Ponte do Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres, Guimarães 1988, (p. 146)