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R – CORTES

Enquadramento Histórico: Ponto estratégico e de paragem obrigatória concebido para dar suporte operacional aos transportes pesados de mercadorias e passageiros na rota Braga-Guimarães. Funcionava em rede com as estalagens locais, garantindo a muda e rotação de parelhas de animais.

Património Edificado e Engenharia: Composto originalmente por um vasto núcleo de “cortes” (estábulos, cavalariças e currais em alvenaria rústica), desenhados para acolher animais cansados e armazenar forragens. O espaço foi totalmente aplanado para a instalação moderna do Parque Industrial de São João de Ponte.

Tradição e Cultura: Evoca a dura e desaparecida profissão dos carreteiros e cocheiros de vara que operavam as diligências e carros celtas no Minho.

Curiosidades: O antigo “Monte do Alto das Cortes”, outrora dominado pelo pastoreio e estrumeiras, transformou-se no motor económico da vila. O Reitor Joaquim Torres registou com humor o seu desagrado com jornalistas que, desconhecendo a geografia local, insistiam em chamar ao espaço “Parque Industrial de Guimarães” ou “de Campelos”, quando a sua matriz toponímica pertence inteiramente ao lugar das Cortes de Ponte.

Fonte: Livro S. João de Ponte do Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres, Guimarães 1988, (pp. 218)