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L – DORMIDA

Enquadramento Histórico: Estalagem de grande movimento nas antigas rotas de transporte que cruzavam a província do Minho. O negócio de hospedagem e pernoita de viajantes foi tão lucrativo que deu origem a uma abastada vivenda agrícola que preservou o nome histórico da estalagem.

Património Edificado e Engenharia: Edifício robusto de arquitetura civil viária adaptado para funções logísticas, contando originalmente com anexos, cavalariças, palheiros e um pátio fechado para o estacionamento seguro de carruagens e gado de tração.

Tradição e Cultura: Ligada à cultura popular das grandes romarias minhotas. Era um ponto de tertúlia, comércio e cruzamento de viajantes rurais de toda a província.

Curiosidades: O local ficou associado à “Santa Martela”. Todos os anos, a 29 de julho, os romeiros que regressavam da grande Romaria de Santa Marta da Falperra (em Braga) faziam paragem obrigatória junto à vizinha venda da “Cigana”. Ali, após consumos excessivos de vinho verde, os grupos rivais aproveitavam para “ajustar velhas contas” à paulada, em recontros célebres apelidados pelo povo de “as contendas da Santa Martela”.

Fonte: Livro S. João de Ponte do Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres, Guimarães 1988, (pp. 138-139)