G – LEVADA / MOINHOS
Enquadramento Histórico: Os moinhos eram polos geográficos vitais para a subsistência da freguesia, tirando partido das linhas de água do rio da Póvoa, do regato dos Moinhos (com nascente em Corvite) e do rio Ave. As azenhas e engenhos funcionavam sob rigoroso controlo e licenças antigas.
Património Edificado e Engenharia: Constituído por moinhos rústicos de rodízio e azenhas em cantaria de granito. O açude ou levada de pedra foi desenhado de forma tão robusta que permitia a travessia segura de pessoas a pé até à margem direita do rio Ave.
Tradição e Cultura: Retrata a cultura do pão e da broa. Antigamente, todas as habitações de Ponte possuíam o seu forno de pedra e as mulheres dominavam a arte da “cozedura”. A broa era a base alimentar dos mais desfavorecidos (“pão, caldo e vinho, anda caminho”).
Curiosidades: O folclore local imortalizou a figura do moleiro alcunhado de “Corta-Léguas”, que palmilhava os montes minhotos com os seus burros para recolher o cereal e entregar as fornadas. O povo afiançava que a farinha destes moinhos de água era muito superior e mais saborosa do que a das azenhas ou dos moinhos elétricos modernos.
Fonte: Livro S. João de Ponte do Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres, Guimarães 1988, (pp. 144,146).
