{"id":2326,"date":"2026-06-13T20:22:53","date_gmt":"2026-06-13T19:22:53","guid":{"rendered":"https:\/\/www.arcap.pt\/?page_id=2326"},"modified":"2026-06-27T16:34:29","modified_gmt":"2026-06-27T15:34:29","slug":"z-casalcascos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/z-casalcascos\/","title":{"rendered":"Z \u2013 CASAL DOS CASCOS"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Enquadramento Hist\u00f3rico:<\/strong> O Meio Casal dos Cascos \u00e9 uma das propriedades de cariz senhorial com o historial propriet\u00e1rio mais inst\u00e1vel e movimentado da freguesia. Em 1747, a herdade foi vendida por Miguel Rodrigues, que ali exercia a terceira vida do prazo, ao Alferes Pedro Gomes de Abreu, vindo do Porto. Em 1785, o casal foi arrematado em pra\u00e7a p\u00fablica pelo comerciante Gabriel Rodrigues Nunes, que pouco depois entrou em fal\u00eancia, for\u00e7ando uma nova venda em hasta p\u00fablica em 1794 a Jos\u00e9 Bento Gouveia. Ao longo do s\u00e9culo XIX, mudou sucessivamente de senhorio, sendo comprado em 1838 por Lu\u00eds Martins da Costa, transitando depois pelo patrim\u00f3nio do influente 1.\u00ba Conde de Margaride e de v\u00e1rias ramifica\u00e7\u00f5es familiares at\u00e9 chegar aos herdeiros do Dr. Jo\u00e3o Afonso de Almeida.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Patrim\u00f3nio Edificado e Engenharia:<\/strong> O complexo habitacional \u00e9 servido por um port\u00e3o monumental de aparato com um refinado recorte seiscentista (s\u00e9culo XVII), que exibe na sua estrutura superior uma cruz central ladeada por duas pir\u00e2mides de pedra bem-talhadas. No dintel do portal sobressai um escudete esculpido com uma cruz flordelizada, elemento her\u00e1ldico que denuncia a antiga liga\u00e7\u00e3o deste casal \u00e0s nobres linhagens das fam\u00edlias Pereira ou Meira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tradi\u00e7\u00e3o e Cultura:<\/strong> A propriedade partilhava com a Casa da Ribeira o cobi\u00e7ado privil\u00e9gio eclesi\u00e1stico das &#8220;T\u00e1boas Vermelhas&#8221;, o que significava que ostentava placas pintadas de vermelho que proibiam a entrada dos oficiais de justi\u00e7a do Rei para efetuar pris\u00f5es ou penhoras sem autoriza\u00e7\u00e3o pr\u00e9via da Colegiada de Guimar\u00e3es. O espa\u00e7o cruza linhagens e rela\u00e7\u00f5es familiares com outros prazos de Ponte, como o Soutinho, o Po\u00e7o de Baixo e a Ventosela.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Curiosidades:<\/strong> Devido \u00e0 constante e invulgar troca de propriet\u00e1rios, fal\u00eancias e vendas em hasta p\u00fablica ao longo dos s\u00e9culos, nasceu no seio da comunidade uma persistente lenda popular. A voz do povo afirmava convictamente que o casal carregava um fad\u00e1rio acidentado e uma maldi\u00e7\u00e3o devido a antigas &#8220;restitui\u00e7\u00f5es de bens em falta&#8221;, ditando a cren\u00e7a tradicional de que a propriedade nunca conseguiria manter-se de forma est\u00e1vel nas m\u00e3os da mesma fam\u00edlia, n\u00e3o passando nunca da terceira gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong> Livro S. Jo\u00e3o de Ponte do Reitor Joaquim A. Maciel R. Torres, Guimar\u00e3es 1988, (pp. 194-196)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquadramento Hist\u00f3rico: O Meio Casal dos Cascos \u00e9 uma das propriedades de cariz senhorial com o historial propriet\u00e1rio mais inst\u00e1vel e movimentado da freguesia. Em 1747, a herdade foi vendida por Miguel Rodrigues, que ali exercia a terceira vida do prazo, ao Alferes Pedro Gomes de Abreu, vindo do Porto. Em 1785, o casal foi [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":2571,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-2326","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2326","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2326"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2326\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2573,"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/2326\/revisions\/2573"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.arcap.pt\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2326"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}